Assim como no blog Fortaleza Nobre, vou focar no resgate do passado do nosso Ceará.
Agora, não será só Fortaleza, mas todas as cidades do nosso estado serão visitadas! Embarque você também, vamos viajar rumo ao passado!

O nome Ceará significa, literalmente, canto da Jandaia. Segundo o escritor José de Alencar, Ceará é nome composto de cemo - cantar forte, clamar, e ara - pequena arara ou periquito (em língua indígena). Há também teorias de que o nome do estado derivaria de Siriará, referência aos caranguejos do litoral.

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

José Júlio de Albuquerque Barros - Barão de Sobral



                        
Primeiro e único Barão de Sobral
                                                                                                                         
José Júlio de Albuquerque Barros, filho do Dr. João Fernandes de Barros e D. Luiza Amélia de Albuquerque Barros, nasceu a 11 de maio de 1841, em Sobral, província do Ceará.

Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade do Recife, recebendo o grau de Bacharel em 1861; defendendo tese na Faculdade de São Paulo, obteve o grau de Doutor, no dia 16 de dezembro de 1870.

Foi Promotor Público em Sobral, Diretor da Instrução Pública da sua província natal, Secretário do Governo dos Presidentes da província Lafaiete Rodrigues Pereira e Francisco Inácio Marcondes Homem de Melo, sendo exonerado, a pedido, em decreto de 29 de março de 1866, e Diretor do Liceu do Ceará, por nomeação presidencial de 14 de dezembro de 1867.

Foi Deputado à Assembléia-Geral Legislativa, pela referida província, na 13ª legislatura (1867-1870).

Exerceu a alta administração em duas províncias do Império: Ceará — nomeado Presidente, em decreto de 9 de fevereiro de 1878, tomou posse em 8 de março seguinte e foi exonerado, a pedido, em decreto de 4 de maio de 1880; Rio Grande do Sul — nomeado Presidente, em carta de 2 de junho de 1883, assumiu o poder em 16 do mês de julho e foi exonerado em decreto de 12 de setembro de 1885.

Foi nomeado, em decreto de 1º de maio de 1880, para a Diretoria da Agricultura da Secretaria de Estado da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, e por outro, de 10 de agosto de 1885, Diretor-Geral da Secretaria de Estado dos Negócios da Justiça, em cujo exercício se encontrava quando foi proclamado o regime republicano, prestando então relevantes serviços, muito colaborando com o respectivo Ministro, Manuel Ferraz de Campos Sales, em todas reformas realizadas, principalmente na Organização Judiciária e Código Civil.

Com a organização do Supremo Tribunal Federal, foi nomeado Ministro do mesmo tribunal, em decreto de 12 de novembro de 1890; tomou posse em 28 de fevereiro de 1891. Por decreto de 3 de março seguinte, foi nomeado Procurador-Geral da República, exercendo as funções até falecer.


José Júlio de Albuquerque Barros foi agraciado, por D. Pedro II, com o grau de Cavaleiro da Ordem da Rosa, em decreto de 19 de outubro de 1867, e os títulos do Conselho, em decreto de 5 de agosto de 1882, e de Barão de Sobral, em decreto de 19 de janeiro de 1889.


Era casado com D. Maria Francisca Gomes da Costa, filha dos Barões do Arroio Grande. O primeiro casamento foi com D. 
Marfieta Rajá Gabaglia.

O Barão de Sobral fez parte da Sessão do Conselho de Estado em que a Princesa Isabel assina a lei Áurea, sendo que assina junto a monarca o ato abolicionista. 


Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 31 de agosto de 1893, sendo sepultado no Cemitério de São João Batista.

Precedido por
Antônio Pinto Nogueira Accioli
Presidente da província do Ceará
9 de fevereiro de 1878 — 4 de maio de 1880
Sucedido por
André Augusto de Pádua Fleury
Precedido por
Menandro Rodrigues Fontes
Presidente da província de São Pedro do Rio Grande do Sul
2 de junho de 1883 — 12 de setembro de1885
Sucedido por
Miguel Rodrigues Barcelos
Precedido por
Procurador-Geral da República do Brasil
3 de março de 1891 − 31 de agosto de 1893
Sucedido por
Ovídio Fernandes


Fonte: http://www.stf.jus.br e Wikipédia


terça-feira, 8 de maio de 2012

Pacoti - A Cidade Feliz


Antiga Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no Pacoti - Arquivo Nirez

Pacoti formou-se a partir de um sítio denominado Pendência. Em 1859, o modesto povoado recebeu a visita de uma comissão científica, enviada pelo Imperador D. Pedro II, com objetivo de pesquisar as riquezas do Ceará. Desta comitiva, participou o poeta maranhense Gonçalves Dias e o pintor Reis Carvalho.

A cultura do café chegava ao seu apogeu e, em 1873, Pacoti já possuía um terço dos pés de café do Ceará. O cultivo do café trouxe desenvolvimento e riqueza para a região. Foram construídas estradas ligando Pacoti a Baturité, passando por Pernambuquinho e Guaramiranga, com ligações para Mulungu e Aratuba.

Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no Pacoti em 24/12/2006 -Nirez

As primeiras manifestações de apoio eclesial, além da construção da primitiva capela, têm como precedente a criação da freguesia, em 15 de dezembro de 1885, da qual consta como padroeira Nossa Senhora da Conceição. Os atos inaugurais, canonicamente autorizados, datam de 29 de maio de 1886. Consta como seu primeiro pároco, o padre Constantino Gomes de Matos, nomeado por Ato Provincial de 1º de junho de 1886 e empossado a 13 do mesmo mês e ano.

A elevação do povoado à categoria de Vila, com o nome de Pendência, deu-se conforme o Decreto Nº 56, de 2 de setembro de 1890, sendo inaugurada a 25 de outubro do mesmo ano. Suprimida consoante Lei nº 550, de 25 de agosto de 1899 e restaurada, na forma da Lei nº 672, de 30 de agosto de 1901. Suprimida em segundo turno, conforme Decreto N°. 1.156, de 04 de dezembro de 1933.

Praça José Mota Pontes

Praça José Mota Pontes

Sua emancipação política definitiva, já com o nome atual - Pacoti, provém do Decreto-Lei nº 448, de 20 de dezembro de 1938. Tornou-se cidade em 2 de janeiro de 1939. Na época, Guaramiranga, Mulungu e Aratuba, antigo Coité, eram distritos do município. Com 8.551 habitantes, Pacoti teve como primeiro gestor político o coronel José Cícero Sampaio.

Pólo de lazer

Em 1828, a cidade implantou o serviço de energia elétrica com gerador a óleo diesel. E em 1931 foi  fundado o Colégio Instituto Maria Imaculada, que tornou-se um centro educacional de referência no Ceará.

 
Foto de ciceroecida

Em 1948, Pacoti á elevada à categoria de comarca.

No ano de 1951 é fundada a Sociedade Educadora de Pacoti, com objetivo de instalar escola para os filhos de famílias menos favorecidas. Na ocasião, foi fundado também o Instituto São Luís, cuja denominação homenageia o antigo Educandário, fundado pelo Senador Menezes Pimentel e pelo Monsenhor Antônio Tabosa Braga.

Foto de ciceroecida

Foto de ciceroecida

Como Chegar

É possível chegar a Pacoti, partindo de Fortaleza, através das rodovias CE 065 (continuação da Avenida Osório de Paiva - distância de 90km) e CE 060 (continuação da avenida Godofredo Maciel - distância de 115 Km).

Denominação

Pacoti é o nome do rio que nasce ao extremo sul da Serra de Baturité e banha o município. Há divergências quanto ao significado da denominação. “Lagoa das Cotias”, rio das Pacovas (banana) e rio das bananeiras, segundo a língua dos indígenas, antigos habitantes desta terra, são alguns dos significados possíveis. Ainda existe a hipótese de se chamar “Voltado para o Mar”.


Crédito: http://www.aprece.org.br e Wikipédia