Assim como no blog Fortaleza Nobre, vou focar no resgate do passado do nosso Ceará.
Agora, não será só Fortaleza, mas todas as cidades do nosso estado serão visitadas! Embarque você também, vamos viajar rumo ao passado!

O nome Ceará significa, literalmente, canto da Jandaia. Segundo o escritor José de Alencar, Ceará é nome composto de cemo - cantar forte, clamar, e ara - pequena arara ou periquito (em língua indígena). Há também teorias de que o nome do estado derivaria de Siriará, referência aos caranguejos do litoral.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Maranguape - 160 anos




Vista da serra de Maranguape - Foto de Bekbra


Maranguape está situada no Nordeste do estado do Ceará, no sopé da serra de Maranguape, a 35 km distante de Fortaleza.




Maranguape vem do tupi-guarani maragoab e significa Vale da Batalha. O nome é uma alusão ao lendário cacique da tribo de índios que dominava a região.

Sua denominação original era Alto da Vila , depois Outra Banda e, desde 1760, Maranguape.

As origens de Maranguape retornam aos primeiros habitantes destas terras, indios de várias etnias como os: Potyguara, Pitaguary. Os quais já cultivavam mandioca, milho e sabiam da existência de minerais na região.

As terras de Maranguape receberam no ano de 1649, a visita dos neerlandeses durante a expedição em busca das minas de prata na serra da Taquara e serra de Maranguape. Na serra da Taquara, estes ainda ergueram uma base de apoio em cima da serra.



Com a saída dos holandeses do Ceará, o território de Maranguape vem a ser habitado pelos portugueses via as sesmarias. A aglomeração as margens do riacho Pirapora e a capela de Nossa Senhora da Penha, consolida-se como núcleo urbano no século XIX, com a implementação das plantações de café.

Em 1875, Maranguape recebe um grande impulso econômico com a construção e inauguração da linha férrea Estrada de Ferro de Baturité e a estação de trem. Esta funcionou até os anos de 1963, quando esta foi desativada.

Na segunda metade do século XIX, mais uma leva de portugueses iniciaram mais uma atividade econômica, a plantação da cana-de-açúcar e a produção de cachaça.



  • 1649


Maranguape, originalmente terra dos potiguaras, viu o branco chegar na expedição do holandês Mathias Beck, em 1649, e dominar sua verdejante terra durante cinco anos, quando foi expulso do Brasil.

Para a Coroa Portuguesa, aquele pedaço de Brasil não devia parecer interessante o suficiente para ser imediatamente ocupado, pois somente nos primeiros anos do século XVIII foram iniciadas as concessões de sesmarias.

Os primeiros beneficiados foram Pedro da Silva e Amaro Morais, que em 1707 tomaram posse do quinhão doado, até que outros vieram substituí-los.

Suas origens remontam aos estágios da pré-colonização, com o nome de Maragoab, conforme cartografia antiga.

Estrada de ferro de Maranguape em 1920 - Do Livro Estradas de Ferro do Ceará
  • Século XIX

O processo definitivo de povoamento das terras de Maranguape somente ocorreu no despertar do século XIX, com a chegada do português Joaquim Lopes de Abreu.

Com Abreu nasceu o núcleo original da atual cidade de Maranguape, um arruado à margem esquerda do riacho Pirapora, ao lado de uma capelinha a Nossa Senhora da Penha, erguida pelo colonizador lusitano para que os moradores das suas terras pudessem rezar.

O aglomerado recebeu o nome de Alto da Vila, hoje denominado Outra Banda. Em 1760 foi rebatizado como Maranguape.

Solar Bonifácio Câmara - Foto de Reinaldo Barroso. 

Quarto do casarão do Câmara - Foto de Reinaldo Barroso.

Vista do cômodo superior, aproveitando alto pé direito - Foto de Reinaldo Barroso.
  • 1849

As primeiras manifestações de apoio eclesial decorrem de Lei Provincial nº 485, de 4 de agosto de 1849. A primitiva capela, que teve como padroeira Nossa Senhora da Penha. situava-se à margem direita do Riacho Pirapora, no lugar posteriormente denominado de Outra Banda.

Por falta de condições físicas, a primeira capela foi demolida e, logo em seguida, foi construído um templo com estruturas mais amplas. As obras foram suspensas por motivo de desavenças entre os habitantes de Outra Banda e moradores da margem esquerda do riacho Pirapora.

A questão girava em torno do padroeiro cuja preferência se dividia entre Nossa Senhora da Penha e São Sebastião. Resultou, então, o impasse a edificação do templo dedicado a São Sebastião e o reerguimento da extinta capela em honra de Nossa Senhora da Penha, dividindo-se também o padroado.

  • 1851

Maranguape foi elevado à categoria de Vila em 17 de novembro de 1851

  •  1869
 

Em 1869, Maranguape ganhou o status de Cidade, emancipando-se de Fortaleza.



Maranguape é a terra natal do historiador e jurista João Capistrano de Abreu e o humorista Chico Anysio.

Maranguape possui indústrias que fazem parte do Distrito Industrial de Fortaleza e a industria de aguardente, porém a base de sua economia ainda é a agricultura e percuária, devido as terra férteis e a abundância de água.


Cascatinha Balneário & Chalés



Fundado em 1963, o Cascatinha é o mais antigo balneário de serra em atividade contínua no Estado do Ceará.



Com Parque Aquático com Toboáguas, Piscinas Naturais, Bicas e Cascatas o Cascatinha oferece lazer para toda a família em contato com a natureza. Contando também com Restaurante, Chalés para hospedagem, Ecopark, Espaço para jogos, parque infantil, Auditório para eventos climatizadol, passeios de caiaque, oferecemos aos nossos visitantes toda a infra-estrutura para day-use ou estadia de final de semana com todo o conforto e praticidade.


O Cascatinha fica a 2,2km do Centro de Maranguape no sopé da Serra.
Funciona aos Sábados, Domingos e Feriados das 09 às 17h


O Museu da cachaça



Um passeio por mais de 156 anos de história da mais tradicional bebida brasileira: a cachaça.



A entrada em formato de um tonel de madeira dá as boas-vindas ao visitante do Museu da Cachaça, que foi inaugurado em 2000 em um casarão construído no final do século 19 e conta de maneira agradável a história do surgimento da bebida brasileira e da família Telles, que produz cachaça no Ceará há mais de cinco gerações.

O Museu da Cachaça fica no Sítio Ypioca, no Municipio de Maranguape, em uma fábrica de bebidas que há 154 anos produz aguardentes.

O museu atrai turistas vindos de todo o país e do exterior, e constitui uma boa oportunidade para conhecer um pouco mais sobre a cultura cearense.



O imenso tonel de 374 mil litros,
o maior do mundo, registrado 
no Guinnes Book


Lá você tem a experiencia de conhecer o processo de fabricação de um dos produtos regionais mais procurados do nordeste, a cachaça... E ainda pode visitar prédios históricos e passear nas charretes que circulam no local.




A cachaça é uma das bebidas mais tradicionais do Brasil é cultivada e apreciada neste museu, criado para contar a história e explicar o processo de confecção da bebida...

A fábrica montou o memorial em um casarão datado de 1846 com os equipamentos utilizados pela fábrica e muito tonéis de madeira para armazenamento da cachaça...


Trator com rodas de ferro

Entre as peças em exposição está uma réplica do primeiro alambique construído no local, além de um trator vindo da Inglaterra na década de 30 e um tonel de madeira com capacidade para 374 mil litros.


Engenho Manual 
representação em tamanho natural
de bonecos de cera

Hoje a área do Sítio Ypióca recebe outro nome: Y-Park Complexo Turístico Ypióca. 
Lá o visitante encontrará, além do tradicional Museu da Cachaça com curiosidades e atrações como, por exemplo, a Bodega do Zé Leite, passeio de charrete e jardineira, minifazenda, caminhadas e trilhas ecológicas, pedalinho no lago e o maior tonel de madeira do mundo, registrado, em 2002, no Livro dos Recordes. Também faz parte desse Complexo o Campo de Aventura. Rodeado por serras, o lindo espaço traz atrações como arvorismo, caiaque e a maior tirolesa do estado com mais de 200m de extensão.
Outro destaque é o restaurante de comidas típicas.

 



Apresentação de Maranguape por Chico Anysio:





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Créditos: Wikipédia, Murillus, www.maranguape.ce.gov.br, www.cascatinha.tur.br



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