Assim como no blog Fortaleza Nobre, vou focar no resgate do passado do nosso Ceará.
Agora, não será só Fortaleza, mas todas as cidades do nosso estado serão visitadas! Embarque você também, vamos viajar rumo ao passado!

O nome Ceará significa, literalmente, canto da Jandaia. Segundo o escritor José de Alencar, Ceará é nome composto de cemo - cantar forte, clamar, e ara - pequena arara ou periquito (em língua indígena). Há também teorias de que o nome do estado derivaria de Siriará, referência aos caranguejos do litoral.

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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Babi e Cléo



"Há dezoito anos, minha mulher e eu moramos de favor. Hóspedes de Babi e de Cléo, assumidas donas da residência.

Babi, sergipana, estrábica, educada, recatada e pouco afeita às visitas. Desde 1998 convivíamos.

Cléo, cearense, vive a contar de 1999. Temperamento diverso daquela, atirada, de interação fácil com conhecidos e estranhos, além de reclamante.

Tais diferenças comportamentais confirmam o princípio que energias contrárias atraem-se. Sempre unidas. Poucas e passageiras rusgas. Completavam-se na domesticidade.

Nós quatro, diuturnamente, estávamos juntos e interagindo.

Acometida de falência múltipla de órgãos, hospitalizada, Babi faleceu mês passado, no dia 20 e fez-se ao Oriente Eterno das Inteligências Animais. Viveu 88 anos e 2 meses, pois um ano do ser humano equivale a 4,9 de um felídeo.

Estamos em momentos de forte saudade. Por todos os lugares a enxergamos. Presente no gabinete ao lado do computador. No braço da poltrona, acompanhando as leituras dos jornais e livros e, até, durante as feituras destes artiguetes. Recebendo-me nas chegadas, seguia-me pelo apartamento. Mais parecia canino que felino.

Hoje, Cléo soma 83 anos e 3 meses. Adoeceu. Passou uma semana sem comer ou beber. Internou-se. Com injeção de soro e medicamentos convalesce em casa. E não para de procurar Babi nos variados cantos que ela, quase exclusivamente, usava.

Maria do Livramento, nossa secretária do lar, amante e criadora de bichanos, para quem Babi e Cléo “não falam para não dar recados”, ficou muito sentida e, agora, redobra atenções a “Quequéo”.

Grato por sua inesquecível e feliz companhia estimada “Babita”!"


Geraldo Duarte
(Advogado, administrador e dicionarista)

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