Assim como no blog Fortaleza Nobre, vou focar no resgate do passado do nosso Ceará.
Agora, não será só Fortaleza, mas todas as cidades do nosso estado serão visitadas! Embarque você também, vamos viajar rumo ao passado!

O nome Ceará significa, literalmente, canto da Jandaia. Segundo o escritor José de Alencar, Ceará é nome composto de cemo - cantar forte, clamar, e ara - pequena arara ou periquito (em língua indígena). Há também teorias de que o nome do estado derivaria de Siriará, referência aos caranguejos do litoral.

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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Estação Ferroviária de Nova Russas



Rede de Viação Cearense (1910-1975)
RFFSA (1975-1997)


Linha Norte - km 382,838 (1960)
Inauguração: 03.11.1910

Uso atual: desconhecido


Data de construção do prédio atual: não datado




Estação de Nova Russas -1957. Foto da Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, vol. XVI, IBGE, 1959 

A origem da linha Norte foi o trecho da Estrada de Ferro de Sobral que ligava Sobral a Ipu (havia o trecho inicial, de Camocim a Sobral, que virou ramal). Em 1909, toda a E. F. de Sobral (Camocim-Ipu) foi juntado com a E. F. de Baturité para se criar a Rede de Viação Cearense, imediatamente arrendada à South American Railway. Em 1915, a RVC passa à administração federal. A linha da antiga E. F. de Sobral chega a seu ponto máximo em
Oiticica, na divisa com o Piauí, em 1932, dezoito anos antes de Sobral ser unida a Fortaleza pela Estrada de Ferro de Itapipoca (1950). Esses dois trechos passam então a constituir a linha Norte. Em 1957 passa a ser uma das subsidiárias formadoras da RFFSA e em 1975 é absorvida operacionalmente por esta. Em 1996 é arrendada juntamente com a malha ferroviária do Nordeste à Cia Ferroviária do Nordeste (RFN). Trens de passageiros percorreram a linha Norte até o dia 12 de dezembro de 1988, sobrando depois disso apenas cargueiros e trens metropolitanos no trecho Fortaleza-Boqueirão.

A ESTAÇÃO: Fundado em 1876, o povoado de Nova Russas tinha o nome dado em homenagem ao padre que construiu a primitiva igreja, oriundo da cidade de Russas, também no Ceará. "A povoação experimentou maior crescimento a partir da inauguração da estação ferroviária da Rede de Viação Cearense, efetivada em 3 de novembro de 1910 (...)" (Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, vol. XVI, IBGE, 1959). Tornou-se município em 1923, depois extinto em 1931 e restaurado em 1933. Com a união desta com a linha vinda de Fortaleza em 1950, passou a ser parte da linha Fortaleza-Crateús. O uso atual da estação é desconhecido, mas ela ainda está ali em um pátio ferroviário que mantém seus 3 desvios. 

 A pequena cidade em 1948, com a estação em primeiro plano, no centro da fotografia (Autor desconhecido). ABAIXO: 62 anos depois, em 2010, o vagão da CFN estacionado no pátio da estação de Nova Russas, que ainda mantém o logotipo da RFFSA acima de seu nome no dístico, mostra que movimento existe na linha (Foto Heribelthon Martins).


Os trens ligando a cidade de Fortaleza à região noroeste e oeste do Ceará começaram a operar em 1917, quando a primeira estação - Soure, hoje Caucaia - da linha da antiga Estação Ferroviaria de Itapipoca começou. A partir daí, a linha avançou e chegou a Arara (Guararu) em 1920, Catuana (1926), Umarituba (1927), Croatá (1932), Riacho da Sela - hoje Umirim (1933), Miraima (1940) e Sobral, finalmente, em 1950. Aqui a ferrovia se entroncou com a linha da E. F. Sobral, que ligava o porto de Camocim ao vilarejo de Oiticica, na divisa com o Piauí, nos confins do município de Crateús. Os trens passaram então a correr de Fortaleza direto para Sobral e Oiticica, ficando a antiga linha ligando Sobral a Camocim como ramal. A primeira locomotiva diesel que trafegou na E. F. de Itapipoca trafegou em 1950, justamente no ano em que houve a junção das duas linhas.

A partir de 1950, a linha de Itapipoca passou a ser considerada a linha Sul da Rede de Viação Cearense, esta absorvida definitivamente pela RFFSA em 1975. 

Trem de passageiros na linha Fortaleza-Oiticica mostra um comboio curto com carros de madeira parado na estação de Amanaiara, por volta de 1956 (Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, vol. XVI, IBGE, 1959).

Com a ligação das linhas ferroviárias do Piauí com a estação de Oiticica, em 1972, os trens de passageiros passaram a ligar diretamente Fortaleza a Teresina. Aparentemente não havia troca de trens, que seguiam diretamente de uma capital para outra. Não se sabe, também, se este trem de 9172 ficou até o final da linha de Crateús ou foi extinto antes. Os trens de passageiros, pelo menos os de Fortaleza a Oiticica, trafegaram até o dia 12 de dezembro de 1988, quando foram desativados. Ficou apenas o tráfego de trens metropolitanos entre Fortaleza e a estação do Boqueirão a partir dessa data, perdurando até hoje.

"Sobre os trens de passageiros que viajavam de Fortaleza para Crateús o que eu sei é que, segundo informações que eu tive em Fortaleza, os últimos trens que fizeram essa linha, saíam de Fortaleza para Terezina na segunda-feira e retornavam na terça. Na quarta-feira eles saíam da capital cearense e iam só até Crateús, retornando na quinta. Na sexta-feira eles saíam novamente de Fortaleza para a Capital piauiense e retornavam no sábado. Não faltavam passageiros" (Adriano Perazzo, 18/7/2010).

A estação em 2009. Foto Adílio Miranda





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Um comentário:

  1. continuação
    Mendes, que produziu artigos técnicos sobre o assunto para o Centro de Estudos da Consultoria do Senado, garante que os gastos governamentais com a obra devem ficar entre R$ 15 bilhões e R$ 35 bilhões.

    Segundo ele, com R$ 20 bilhões, é possível construir uma usina hidrelétrica como Belo Monte, 8,3 mil quilômetros (km) de ferrovias de cargas, ligar 12 milhões de moradias à rede de esgoto ou dobrar a extensão do metrô de uma cidade como São Paulo.

    "Vale a pena gastar todo esse dinheiro público construindo o trem-bala?", perguntou. Ele disse também que o projeto conflita com a política econômica e social do governo federal.

    Transporte ferroviário de cargas

    Para o consultor de transportes Joseph Barat, o governo deve investir mais em transporte ferroviário de cargas, em vez de priorizar o de passageiros.

    "Os congestionamentos na Via Dutra (que liga as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro) não são causados por ônibus ou carros, mas por caminhões, que podem ser substituídos por trens de cargas," disse.

    Ele sugeriu que seja implantado gradualmente no país um sistema de transporte misto de cargas e de passageiros.

    Antonio Elieser peregrino483@gmail.com

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